Domingo, 12.06.11

Vigésimo Segundo Capítulo

 

Capítulo 22 – O casamento

Tinha passado apenas um ano desde que eu e Peter começamos a namorar, e hoje, 24 de Agosto, era o nosso casamento.

Eu estava sentada sobre a cadeira de veludo vermelho que se situava em frente a grande cómoda de madeira escura que se encontrava encostada a uma das paredes do meu quarto. Em cima dela estavam frascos e frascos de perfume, eu amava fazer colecção deles, principalmente daqueles que ele me dava.

Olhava para a minha figura reflectida no grande espelho que saia sobre a bela cómoda. Notei que estava incrivelmente bonita.

O meu cabelo castanho-escuro caia em canudos sobre as minhas costas, e por cima, preso com pequenos ganchos brancos, estava um bonito e comprido véu branco. O lápis preto e a sombra branca faziam sobressair ainda mais os meus olhos castanhos esverdeados brilhantes, que mais pareciam dois pequenos espelhos. E o rímel preto tornava as minhas pestanas ainda mais longas. O gloss brilhante delineava na perfeição os meus doces lábios.

Levantei-me suavemente para não estragar o comprido véu, e o vestido. Olhei para o grande espelho do meu gigante roupeiro, e vi como aquele maravilhoso vestido branco me ficava lindamente.

A parte de cima era um corpete, e tinha pequenos bordados de renda. A saia delineava as minhas curvas na perfeição, e a sua cauda era enorme.

Sorri esplendorosamente ao ver que me encontrava como uma verdadeira princesa.

Ele assim o merecia. Aliás ele merecia isto e muito mais, ele merecia simplesmente tudo.

Eu era capaz de tudo por ele, tudo mesmo. Era capaz de morrer, se fosse preciso, por ele. Sim, podem chamar-me tontinha, mas eu não consigo viver sem a minha alma, sem a minha combinação perfeita.

Ele é tudo para mim. É o ar que respiro, a água que bebo, o sangue que corre nas minhas veias. É o sol, a lua, a terra, o mar, o mundo. Enfim, ele é simplesmente a minha vida, o meu tudo.

Em toda a minha vida sonhei em ficar com ele e hoje estava ali, prestes a casar com ele. O que mais eu queria ter? Nada, eu já tinha tudo o que queria. Tinha o homem que amava ao meu lado, o homem com quem sempre sonhei em casar.

- Estás pronta Beatriz? – perguntou meu primo Paul, entrando no meu quarto de princesa. Decidi que seria ele a levar-me ao altar, assim como seria ele o meu padrinho.

- Sim já. – retorqui sorrindo.

- Então vamos, já está na hora. – sorriu-me e ajudou-me com o meu vestido. Saímos de minha casa e fomos até a pequena igreja daquela maravilhosa ilha. Assim que avistei a igreja, o meu coração começou a bater descontroladamente. Suspirei e respirei fundo, tentando manter a calma. Não havia razões nenhumas para estar nervosa. Eu amava-o, ele amava-me, e hoje íamo-nos unir um ao outro.

O motorista, contratado por ele, estacionou a limusina branca em frente a igreja. Meu primo saiu e veio-me ajudar a sair. Esticou-me o braço sorrindo-me amavelmente. Sorri-lhe também, e dei-lhe o meu braço.

A música de casamento começou a tocar, e nós caminhamos em direcção ao altar. O meu olhar correu todos os convidados, tentando procurar alguma calma. Mas não havia ninguém lá capaz de me acalmar.

E foi aí que olhei para o belo altar. Su lá estava no lugar de minha madrinha a sorrir-me grandiosamente. Retribui-lhe o sorriso, estava mais calma. Olhei para o outro lado e vi Lilian e Jonathana. Eles eram os padrinhos de Peter.

Sorri-lhes esplendorosamente e eles retribuíram. Desviei o olhar para o meio, e lá vejo o mais belo de todos os homens, o homem que fazia o meu coração disparar de alegria. Envergava um bonito fato prateado, e uma bonita gravata preta.

Assim que me viu sorriu-me imensamente e os seus olhos começaram a cintilar como duas maravilhosas estrelas. Retribui-lhe o sorriso e continuei o meu caminho, até ele. Durante todo o caminho fitamo-nos intensamente, dizendo palavras de amor através do olhar.

Meu primo deu a minha mão ao meu príncipe, e assim que as nossas mãos se tocaram senti-me a arder completamente, a arder de desejo por ele. Era incrível como ele me fazia sentir assim sempre que me tocava.

Beijou a minha mão suavemente e depois beijou-me os lábios suavemente. Era tão bom sentir os seus lábios doces como o mel sobre os meus. E sim, agora estava muito mais calma. Ele tinha o dom de me acalmar.

- Estás linda princesa. – sussurrou-me contra os meus lábios.

- Obrigada. – agradeci envergonhada – Tu também estás lindo meu príncipe.

- Não tens de que. – beijou-me uma vez mais e depois afastou-se fitando-me intensamente – Amo-te.

- Também te amo. – sorri-lhe e viramo-nos de frente para o altar.

O padre começou com o famoso discurso de casamento. Eu e Peter fitávamo-nos intensamente, e de vez em quando apertávamo-nos a mão um do outro, como forma de dizer aquilo que sentíamos um pelo outro.

- Peter Michael Potter Summers, aceita Beatriz Anderson Cullen, como sua legítima esposa? – perguntou o padre ao meu mais que tudo.

- Sim, aceito. – respondeu olhando-me nos olhos e sorrindo. Os seus olhos brilhavam tanto.

- Beatriz Anderson Cullen, aceita Peter Michael Potter Summers, como seu legítimo esposo? – perguntou-me o padre.

- Sim, aceito. – respondi sorrindo imensamente.

Depois o padre disse mais umas tantas palavras, que não sabia bem ao certo quais eram.

- Beatriz Anderson Cullen, recebe esta aliança como prova do meu amor e fidelidade. Eu prometo amar-te e respeitar-te na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e prometo ser-te fiel todos os dias da nossa vida. – disse Peter enquanto fazia escorrer aquele doce anel sobre o meu dedo anelar esquerdo.

- Peter Michael Potter Summers, recebe esta aliança como prova do meu amor e fidelidade. Eu prometo amar-te e respeitar-te na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e prometo ser-te fiel todos os dias da nossa vida. – disse-lhe fazendo também escorrer o anel sobre o seu dedo anelar esquerdo.

Sorrimos imensamente um para o outro.

- Há alguém nesta sala que se opõe a este casamento? – inquiriu o padre. Ninguém se opôs. – Sendo assim declaro-vos marido e mulher. – sorriu e virou-se para Peter – Pode beijar a noiva.

Peter olhou para mim e sorriu-me imensamente, enquanto aproximava os seus doces lábios dos meus. Senti o seu suave hálito a mel sobre os meus lábios, e congelei de desejo. Ele notou e enlaçou a minha cintura com as suas suaves mãos, e por fim os seus lábios tocaram os meus, fazendo-me sentir completamente no paraíso. Embrenhei os meus dedos no seu cabelo de seda e puxei-o ainda mais para mim.

*******

O nosso casamento tinha sido há um ano, e eu estava grávida de 8 meses. A barriga estava enorme.

Estava sentada sobre o grande sofá que estava na nossa sala, e esfolheava o álbum do nosso casamento.

- Amor, que estás a fazer? – inquiriu-me Peter entrando na sala.

- Estou a ver o álbum do nosso casamento. – respondi-lhe sorrindo. Ele sorriu-me também e sentou-se ao meu lado pousando uma das suas mãos sobre a minha barriga.

- Estás feliz?! – perguntei fitando-o intensamente.

- Claro que estou! – respondeu-me beijando os meus lábios suavemente. Nesse momento senti as águas a rebentarem.

- Aiai, acho que as águas rebentaram! – murmurei fazendo beicinho.

- A sério amor?!

- Sim! – respondi e dito isto Peter pegou-me ao colo e levou-me até a maternidade.

Estive horas e horas em trabalho de parto, até que nasceu um lindo casal. Ela era loira e tinha os olhos castanhos esverdeados. Ele era moreno e tinha os olhos dourados. Eram ambos lindos, e fruto dum amor eterno.

- Eles são lindos! – murmurou Peter assim que viu os nossos filhos – São tão parecidos contigo. – disse babado.

- Eu acho que são parecidos contigo! – teimei entre risos. Peter riu-se e beijou-me bastante apaixonadamente.

Neste momento nada mais poderia querer na minha vida. Ela estava simplesmente perfeita e nada iria muda-la, porque eu estava feliz eternamente!

 

FIM

 

E aqui fica o capítulo final da minha fic ^^
Espero que gostem :D

Beijinhos

I feel:
inspiro-me em: jardins proibidos
Quarta-feira, 18.05.11

Vigésimo Primeiro Capítulo

 

Capítulo 21 – Amor eterno

E agora que respondia? Tudo o que mais queria era estar com ele para todo o sempre, mas tinha vergonha de ficar a dormir em sua casa. Tinha vergonha porque os seus pais poderiam não gostar.

Nesse momento lembrei-me do que a sua mãe me havia dito uma vez “tu ainda vais ser minha nora”. Sorri e olhei para Peter docemente.

- Eu aceito. – acabei por responder. Ele sorriu-me e abraçou-me muito apaixonadamente.

- Não te vais arrepender! – sussurrou-me ao ouvido.

- Espero bem que não. – sussurrei também e mordisquei-lhe suavemente a orelha. Ele estremeceu e eu ri-me.

- Fixe! – gritou Lilian aos pulos. Ri-me mais.

- Bem que tal irmos para ao pé do pessoal? Estamos a ser anti-sociais. – disse enquanto fazia uma careta.

- Podemos ir. – respondeu Peter entre risos – Agora não me importo de te dividir com eles, pois logo irás ser só minha. – sussurrou-me.

- Não te metas já com ideias Peter Summers! – sussurrei-lhe dando-lhe uma pequena chapada.

- Mas… - ia a dizer quando o interrompi com um beijo.

- Mais logo falamos sobre isso. – sorri-lhe e fui ter com pessoal.

Lilian e Jackson já lá estavam. Sentei-me ao lado de Íris, e Peter sentou-se ao meu lado, e deu-me a mão, fitando-me intensamente. Sorri-lhe.

- Então estás melhor meu bem?! – inquiriu-me Íris preocupada.

- Sim estou. Obrigada! – sorri-lhe e vi que ela estava a olhar para a minha mão que estava unida a de Peter – Tu sempre soubeste como isto iria terminar.

Íris sempre disse que eu e Peter iríamos acabar juntos, ela sempre soube dos nossos sentimentos um pelo outro.

- Fico tão feliz por vocês! – sorriu-me imensamente e eu retribui-lhe o sorriso como forma de agradecimento.

Começou a tocar a nossa música, “Jardins Proibidos”, por isso olhei para Peter e sorri-lhe cada vez mais apaixonada. Ele retribuiu-me o sorriso e depois beijou-me os lábios suavemente.

- Amo-te. – murmurei-lhe entre beijos.

- Também te amo minha princesa. – disse beijando-me o topo da cabeça.

Íris olhou para o relógio e arregalou os olhos. Já devia ser tarde.

- Bia, temos que ir. – disse ela tristemente. Olhei para Peter e sorri.

- Bem, melhor amiga, eu esta noite vou dormir em casa do Peter, espero que não te importes. – olhei para ela com um olhar cúmplice, pois sabia perfeitamente que ela percebia o quanto aquilo era importante para mim.

- Está bem, eu não me importo! – sorriu-me depois levantou-se – John, podes me levar a casa?

- Sim claro. – respondeu-lhe. Sorri, pois sabia que ali havia planos.

- Amanhã liga-me assim que acordares Bia. – pediu-me e depois olhou para Peter – Trata bem dela, porque senão estás lixado comigo.

- Ok coração. – disse entre risos e olhei de soslaio para Peter, ele estava a olhar para Íris com uma cara de “parvo”, o que me fez rir ainda mais. – Não sejas tão dura com ele.

- Eu trato-a sempre bem! – retorquiu Peter amuado. Ambas nos desmanchamos a rir, e Peter mordiscou-me a orelha em sinal de protesto.

- Ei! – queixei-me e todos se riram.

- Bem, então até amanhã! Amo-te melhor amiga! – disse dando-me um doce beijo na bochecha.

- Também te amo. – retorqui. Ela sorriu-me e saiu do bar com John.

Eu amava tanto aquela rapariga, ela era mesmo uma amiga espectacular!

- Bem, vamos nós também? – inquiriu-me Peter com os olhos a brilhar.

- Podemos ir. – sorri-lhe e ele retribuiu-me o sorriso, levantando-se de seguida.

- Bem pessoal, nós vamos indo. Até amanhã. – deu-me a mão para me ajudar a levantar. Levantei-me e sorri-lhe.

- Até amanhã. – sorri-lhes e depois olhei para Jonathan – Muito obrigada por tudo.

- De nada. Já sabes que estou sempre aqui. – sorriu-me. Retribui-lhe o sorriso e sai do bar de mãos dadas com Peter.

Senti que os olhares das pessoas caiam sobre nós, mas não me importei. Naquele momento eu só queria mostrar ao mundo o quanto o amava e o quanto eu estava feliz ao seu lado.

Caminhamos sempre de mãos dadas sobre as pequenas ruas da cidade. A luz incidia apenas sobre as nossas mãos unidas, e transmitia felicidade a todos aqueles que por ali passavam.

Assim que avistei a sua bela casa o meu coração começou a bater descontroladamente. Peter apercebeu-se disso e começou a fazer-me círculos na mão com o seu dedo, como forma de me acalmar.

- Tens a certeza que os teus pais não se vão importar? – inquiri-lhe cada vez mais nervosa.

- Tenho. – sorriu-me e colocou o seu braço a volta dos meus ombros – Eles sempre souberam que tu eras a miúda da minha vida.

- É, parece que toda a gente sabia disso, menos eu! – retorqui fazendo beicinho. Ele riu-se dando-me um doce beijo na bochecha.

Assim que chegamos ele abriu a grande porta, e mandou-me entrar. Eu entrei e paralisei quando vi a sua mãe sentada no grande sofá de cabedal que estava na sala. Ela fitou-me atentamente e sorriu-me.

- Beatriz? És mesmo tu querida? – inquiriu-me enquanto se levantava.

- Sim, sou eu. – respondi sorrindo timidamente.

- Oh, é tão bom ver-te aqui minha querida! – retorquiu abraçando-me amavelmente. Correspondi o abraço.

- Muito obrigada. – agradeci envergonhada.

- De nada. – disse olhando para Peter – Já esclareces-te tudo com ela?

- Já. – respondeu enquanto enrolava a minha cintura com os seus braços. Senti-me a corar.

- Ainda bem. – sorriu-nos – Sempre torci por vocês. – confessou. Eu sorri bastante timidamente.

- Mãe, estás a deixar a Bia envergonhada. – disse Peter entre risos. Olhei para ele furiosa e ele riu-se mais.

- Pronto, eu já não digo mais nada. Desculpa minha querida! – pediu a mãe dele tentando segurar o riso. Bonito, agora tinha eles a rirem-se de mim! Ai, que o Peter já ia ver o que era bom para a tosse!

- Não tem que pedir desculpa D. Sarah. Aqui o Peter é que pronto… - olhei para ele ainda mais furiosa.

- Bem, subam lá e nada de fazerem asneiras. – retorquiu, e eu baixei o olhar envergonhada.

- Está descansada mãe! – disse Peter dando-me a mão – Vamos?

- Sim. – respondi cada vez mais envergonhada. – Até amanhã D. Sarah. – disse enquanto subia as escadas com Peter.

- Até amanhã minha querida. – retorquiu-me sorrindo.

Entrei no seu quarto e paralisei ao ver que este tinha bastantes fotos minhas. Houve uma que me comoveu bastante. Por cima da sua cama, havia uma grande moldura com uma foto nossa, com a foto que tiramos a olhar um para o outro.

- É só mais uma pequena prova do meu amor por ti. – murmurou baixando o olhar envergonhado. Levantei-lhe o queixo para cima, fazendo-o encarar os meus olhos.

- É por isto que eu te amo tanto! – confessei beijando-o bastante apaixonadamente. Ele sorriu-me entre beijos e pegou-me ao colo suavemente.

Envolvi o seu pescoço com os meus braços e puxei-o mais para mim. Ele deitou-me sobre a sua suave cama, e colocou-se por cima de mim bastante suavemente, com medo de me magoar. Nunca largou os meus lábios.

Envolvida no maior sentimento do mundo comecei a desapertar os botões da sua camisa. Ele reagiu sorrindo-me apaixonadamente. Fitou-me intensamente e a sua mão começou a percorrer o meu corpo, fazendo-me soltar pequenos gemidos de desejo.

- Amo-te. – sussurrou contra os meus lábios e depois beijou-me ardentemente. A sua mão nunca largou o meu corpo, e a minha mão começou a desapertar as suas calças. Ele parou de me beijar e olhou-me atentamente. – Tens a certeza?

Oh Goth! Ele ainda me perguntava se eu tinha a certeza? Claro que tinha, ele era tudo o que eu mais queria nesta vida!

- Tenho! – respondi beijando-o. Ele sorriu entre beijos e começou a despir-me. Soltei pequenos gemidos e acabei de despi-lo, e ele fez o mesmo comigo.

Assim que acabou de me tirar a roupa penetrou-me com todo o amor que sentia, transmitindo dentro de mim toda a felicidade do mundo. Gritei e ele abafou o meu grito com um beijo.

Seguiram-se mais movimentos e gritos cada vez mais altos. Os gemidos dele juntaram-se aos meus gritos concluindo assim este momento único perfeito. Agora nós estávamos unidos a um só. Os nossos corpos estavam unidos, e nada nem ninguém nos iria separar.

 

E aqui fica o penúltimo capítulo :D
Espero que tenham gostado e comentem ^^

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inspiro-me em: jardins proibidos
Segunda-feira, 16.05.11

Vigésimo Capítulo

 

Capítulo 20 – A resposta

Oh Goth…ele tinha me pedido em casamento! E agora que respondia?! Tudo o que mais queria era dizer sim, mas e depois? Nós ainda éramos tão novos…

Olhei para os seus belos e doces olhos da cor do mel a procura duma resposta, e derreti-me com o seu olhar. Ele fitava-me tão intensamente que me fazia simplesmente render aos seus encantos.

Sem conseguir resistir mais, liguei a sua língua a minha como se fossemos um só, e embrenhei os meus dedos no seu cabelo de seda, puxando-o cada vez mais para mim. Naquele momento só existíamos nós os dois e nada mais. A minha mente era apenas ele, o meu coração era ele, a minha vida estava ali, a beijar-me.

Havia uma pergunta à espera de resposta, mas na minha mente nada mais vagueava para além dele e do meu desejo por ele. Aliás a minha resposta estava explícita naquele beijo, e as palavras que poderia dizer eram demasiado poucas para transmitir tamanho desejo e felicidade.

Ele afastou os seus lábios dos meus, bastante ofegante, e fitou-me muito intensamente. Os seus olhos brilhavam tanto notando-se perfeitamente a felicidade que sentia por ter-me ali ao seu lado.

Sorri-lhe esplendorosamente e beijei a sua doce bochecha muito docemente, enquanto os meus braços rodeavam de forma protectora o seu pescoço.

- Amo-te tanto Peter. – sussurrei-lhe ao ouvido aconchegando, de seguida, a minha cabeça no seu peito. Ele afagou-me os cabelos e apertou-me mais contra si.

- Também te amo minha Beatriz. – sussurrou-me sorrindo e beijando-me a testa muito suavemente – Ainda não me respondeste. Queres casar comigo? – fitou-me bastante atentamente e percebendo a dúvida que estava patente no meu olhar fez-me uma suave festa na bochecha – Eu sei que somos novos, mas também sei que és tu a mulher da minha vida. Eu sei que serás sempre tu a única mulher que vou amar, serás sempre tu a dona de mim. O meu amor por ti jamais irá acabar, porque ele é simplesmente eterno, por isso sinto que nos devemos unir desta maneira. – baixou o olhar envergonhado – O meu maior sonho é casar contigo.

Ok, ele tinha-me feito derreter com aquelas suas palavras. Se ainda havia alguma dúvida que ele me amava ela tinha morrido ali. Se havia alguma possibilidade de eu não querer me unir de tal maneira a ele, ela tinha simplesmente acabado ali. Naquele momento eu tinha a certeza absoluta que ele me amava eternamente, tinha a certeza que me queria unir a ele de todas as maneiras possíveis. Eu queria casar com ele, eu queria pertencer-lhe!

- Eu…eu…quero ficar contigo para sempre. – confessei encarando o seu brilhante olhar – O beijo que te dei, prova a minha resposta e o meu desejo. – aconcheguei a minha cabeça no seu peito, envergonhada, gesto que o fez rir.

- Isso quer dizer que aceitas? – inquiriu-me passado alguns minutos.

- Claro! – respondi-lhe fitando os seus belos olhos. Ele sorriu-me esplendorosamente e beijou-me bastante apaixonadamente.

Eu sem resistir a tal paixão, correspondi com todo o meu desejo, puxando-o cada vez mais para mim. Os nossos corpos estavam totalmente colados um ao outro, não havia nem um único espaço entre nós.

De repente lembrei-me do sítio onde estávamos e afastei-me dele instantaneamente olhando em volta envergonhada. Ele percebeu o meu acto e desatou a rir.

- Ei, não gozes! Já viste onde estamos? – disse fazendo beicinho.

- Sim já, mas está descansada que não faço nada contigo aqui. – sorriu-me maliciosamente – Por isso é que vais dormir a minha casa.

Oh My Goth, ele disse que eu ia dormir a casa dele?! Ele só podia estar a brincar.

- Estás a gozar, certo? – inquiri-lhe confusa.

- Não, estou a falar bastante a sério. – abraçou-me muito protectoramente.

- E os teus pais? Eles não devem deixar… - ele meteu-me o seu dedo sobre os meus lábios e beijou suavemente os mesmos.

- Não te preocupes princesa, eles gostam imenso de ti, e irão amar saber que eu finalmente assumi que te amava. – sorriu-me imensamente.

Apenas sorri, não conseguindo argumentar mais nada. Ele era perfeito, os seus pais eram incríveis. Com ele eu estava simplesmente feliz. E eu amava-o por isso. Amava-o pelo que ele era, e por tudo aquilo que me fazia sentir.

Nesse momento olhei para a porta e vi a sua irmã entrar, com o seu ainda namorado, Jackson. Ela estava tão bonita! Cada vez mais parecida com o seu irmão.

- Ela está bastante crescida, não está? – inquiriu-me percebendo que eu estava a olhar para a sua irmã, e a notar as evidentes diferenças entre o presente e o passado.

- Está. – respondi sorrindo – Está cada vez mais parecida contigo.

- Talvez. – sorriu-me timidamente. Ele amava saber que a irmã estava parecida a ele. – Ela foi uma das pessoas que mais teimou comigo para que eu lutasse por ti. Ela gosta imenso de ti. – mordeu-me a orelha, e eu estremeci.

Lilian sempre foi muito querida comigo. Ela sempre torceu para que eu e Peter ficássemos juntos, assim como Anne o fazia.

- A sério?! – sorri-lhe imensamente – A Anne fazia o mesmo comigo.

- Parece que elas tinham razão. – riu-se e depois fitou-me – A Anne está muito parecida contigo. Quando a vi fiquei de boca aberta, parecias mesmo tu.

Ri-me. Toda a gente dizia que a minha irmã estava bastante parecida comigo, e era verdade.

- Porque te ris? – fez beicinho.

- Porque toda a gente diz isso. – beijei-lhe os lábios suavemente.

- Beatriz! – gritou Lilian assim que me viu. Desatei-me a rir e levantei-me do colo de Peter. Ele levantou-se de seguida.

- Lilian. – sorri-lhe e abri os meus braços para lhe dar um suave abraço. Ela correu para mim e eu abracei-a muito carinhosamente. Ela também assim o fez.

Lilian para mim era como uma irmã, uma irmã que agora era minha cunhada.

- Nem acredito que és mesmo tu! – confessou olhando-me atentamente. Notei pequenas lágrimas de emoção nos seus doces olhos.

- Podes acreditar, porque sou eu. – fiz-lhe uma festa na bochecha e sorri-lhe docemente.

- Ainda bem que vieste! Já estava a morrer de saudades tuas. – sorriu-me e depois olhou para o seu irmão que envolvia a minha cintura com os seus braços. Vi os seus olhos a tornarem-se cada vez mais brilhantes. – Espera aí! Vocês já se entenderam? – indignou.

- Sim. – respondemos em coro, e olhamos um para o outro sorrindo imensamente.

- E a “esfregona andante”? – perguntou confusa.

Sem me conseguir controlar ri-me. Só mesmo aquela rapariga para chamar nomes estranhos a alguém.

- Acabei com ela. – respondeu Peter – E já te disse para não lhe chamares isso! – olhou-a bastante sério.

- Sim, sim…está bem! – revirou os olhos e depois olhou para mim – É bom ter-te como minha cunhada Bia!

- O sentimento é recíproco. – sorri-lhe imensamente, enquanto Peter me apertava mais para si. Olhei para ele e fitei-o apaixonadamente.

- Mano, porque não convidas a Bia para ir passar a noite lá a casa? – perguntou Lilian interrompendo aquele pequeno momento. Enfim, já devia estar a espera dum convite destes da parte dela. Ela neste aspecto sempre foi muito pior que o irmão.

- Já o fiz, mas ela ainda não me respondeu. – fitaram-me os dois atentamente a espera da minha resposta.

 

E aqui fica mais um capítulo, espero que gostem e comentem ^^
Tenho a dizer que faltam apenas dois capítulos (:

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Segunda-feira, 09.05.11

Décimo Nono Capítulo

 

Capítulo 19 – Pedido

Afastei-me instantaneamente de Peter assim que ouvi a tal voz. Ele olhou para mim tristemente, mas ignorei olhando para a tal pessoa que nos tinha interrompido…era ela, era a namorada dele! Senti-me a congelar.

- Desculpa Peter, eu não queria. – disse disfarçando o que se tinha passado realmente, senti algumas lágrimas traiçoeiras a querem sair dos meus olhos mas ignorei e disfarcei-as.

- Mas Bia… - tentou ele dizer quando se apercebeu que tinha sido Joanne a interromper-nos – Acho que temos de falar Jo.

- Também acho! – concordou ela bastante chateada – E tu Bia, nunca pensei!

- Desculpa, eu vou lá para dentro para vos deixar sozinhos. – disse tristemente e olhei para Peter – Desculpa tudo isto!

- Não tens de pedir desculpa Bia! – sorriu-me e fez-me uma festa suave na bochecha.

- Ei! Eu estou aqui! – reclamou Joanne.

Afastei-me de Peter e fui para dentro do bar o mais rápido que consegui. Assim que cheguei lá dentro não escondi mais as lágrimas que teimavam em querer sair dos meus olhos. Encostei-me num canto tentando isolar-me de todos.

- Que se passa Bia? – perguntou Jonathan. Nem dei conta de ele ter chegado ali.

- Nada. – disse entre soluços e baixei o olhar bastante tristemente.

- Bia, não me mintas…eu sei que se passa algo! – teimou sentando-se ao meu lado.

- Mas eu já disse que não se passa nada. – chorei ainda mais, pensando no que se tinha passado. Peter jamais iria ser meu, Joanne não o iria permitir!

- Bia, por favor, peço-te por tudo, diz-me o que se passa contigo! – pediu enquanto me abraçava muito docemente, tentando acalmar-me.

- Sou só eu que amo quem não devo! – confessei abraçando-o fortemente como forma de consolo. O abraço dele sempre me acalmou, mas naquele dia não estava a resultar.

- Quem é que tu amas e que não deves amar? – perguntou fitando o meu olhar. Notei muita curiosidade naquela sua pergunta.

- O que é que isso importa agora? É impossível! – baixei o olhar e tentei lutar contra as lágrimas.

- Importa porque eu não suporto e nem admito que alguém te magoe e faça sofrer! – disse meio que com raiva, e enquanto me puxava para o seu colo confortando-me no seu abraço. Olhei para os seus belos olhos azuis esverdeados e vi neles uma segurança tal que me sentia com forças para admitir a todos o que sentia.

- Eu amo o Peter…sempre o amei! – confessei sem medos. Vi os seus olhos tornarem-se tristes mas sorriu-me.

- Oh…e porque dizes que é impossível? – perguntou-me com uma voz triste.

- Porque ele namora com a Joanne. – retorqui entre soluços.

- Oh, isso não quer dizer nada. – limpou-me as lágrimas e sorriu-me – Sabes que tu és muito especial para ele.

- Como sabes?! – indignei surpreendida por ele saber os sentimentos do Peter por mim.

- O Peter é o meu melhor amigo. – sorriu-me e depois beijou-me a testa muito carinhosamente.

- Hum…pois, já me esquecia disso! – encarei o chão – Mas tudo isto é impossível, ele namora com a Joanne, e ela não o vai deixar.

- Acredita em mim, tudo isto se vai resolver. – puxou-me o queixo para cima, fazendo-me olhar para os seus olhos – E sabes que ele só começou a namorar com a Joanne porque pensava que não tinha quaisquer hipóteses contigo.

- Ah?! Ele só começou a namorar com a Joanne por pensar que eu não gostava dele?! – perguntei bastante surpreendida, pois tal coisa nunca me tinha passado pela minha cabeça. Sim, ele podia me amar, mas sempre pensei que quando começou a namorar com a Joanne a amasse.

- É isso tudo! – beijou-me a testa – E agora anima-te.

- Vou tentar. – tentei sorrir-lhe – Obrigada por tudo, és um bom amigo, sabes?!

- Não tens nada que agradecer Bia, estarei sempre aqui, como sempre estive! – olhou-me nos olhos – Gosto mesmo de ti miúda.

- Eu também gosto muito de ti! – beijei-lhe a bochecha como forma de agradecimento e abracei-o fortemente – Sempre foste muito especial para mim, és o meu porto de abrigo.

- Ainda bem. – retribuiu-me o beijo na bochecha.

Peter entrou nesse momento, vi os seus olhos ficarem muito tristes, por isso sorri-lhe esplendorosamente. Depois da conversa com Jonathan tudo tinha ficado mais simples, e apesar de tudo sabia que Peter me amava.

- Bem, vou para ao pé do pessoal, vocês precisam de falar! – disse Jonathan levantando-se – Trata bem dela Peter.

- Claro que trato, tu sabes bem o quanto ela significa para mim! – respondeu Peter enquanto me olhava nos olhos. Eles estavam tão brilhantes!

- Pois sei, e também sei o quanto tu és especial para ela! – sorriu – Vocês merecem ser felizes!

- Obrigado Jonathan! – agradeceu Peter dando-lhe um abraço. Juro que aquele gesto me comoveu bastante.

- Não tens de que amigo! – piscou-lhe o olho e depois foi ter com o pessoal.

- Então como estás princesa? – perguntou Peter, sentando-se ao meu lado.

- Agora estou bem, e tu como estás? Como correu a conversa com a Joanne? – tentei sorrir, apesar de ter um pouco de medo da resposta.

- Também estou bem, estou contigo! – sorriu-me e depois puxou-me para o seu colo abraçando-me docemente – Para mim correu bem.

O que é que ele queria dizer com aquilo?! Será que tinham acabado?!

- Correu? Então porque? – perguntei enquanto o abraçava também. Um abraço não fazia mal nenhum, os amigos também se abraçavam, por isso mesmo que ele ainda namorasse com Joanne um abraço não significava nada, apesar de que para mim significava tudo.

- Porque agora posso estar contigo! – retorquiu enquanto me beijava os cabelos – Acabamos, ou melhor eu acabei com ela.

OMG!! Ele agora podia ser meu!!

- A sério?! – sorri-lhe esplendorosamente, sentia uma felicidade tão grande!

- Sim, a sério! – retribuiu-me o sorriso – Amo-te.

- Eu amo-te bem mais! – encostei a minha cabeça no seu peito e aconcheguei-me mais no seu colo e no seu abraço.

- Olha que não sei, eu amo-te muito mais do que aquilo que possas imaginar, muito mais do que aquilo que está ao nosso alcance. Amo-te mais que tudo o que possa existir neste mundo, amo-te mais do que a minha própria vida. Tu para mim és simplesmente tudo, és o ar que respiro, a água que bebo, o sangue que corre nas minhas veias! És a princesa do meu mundo, a princesa da minha mente, do meu coração e da minha vida…és a rainha de mim! – sussurrou-me ao ouvido.

Sem resistir a tais palavras beijei-o bastante apaixonadamente, mostrando assim tudo aquilo que sentia por ele. Eu amava-o, e ele amava-me…o sentimento era mútuo! E agora nada nos podia impedir de ficarmos juntos!

- Queres casar comigo? – perguntou-me entre beijos.

 

E pois bem aqui fica mais um capítulo bem fofinho ^^
Espero que gostem e comentem :D
Tenho a avisar que já só faltam 3 capítulos para a fic acabar :p

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Quinta-feira, 05.05.11

Décimo Oitavo Capítulo

 

Capítulo 18 – A conversa tão esperada…

Olhei a medo para a minha mão para ver quem me estava a tocar, quando vi que era ele, o rapaz que eu mais desejava no mundo. Respirei fundo e olhei para ele sorrindo-lhe.

- Acho que precisamos de falar, temos alguns assuntos pendentes. – sussurrou-me ao ouvido enquanto sorria.

Lembrei-me do beijo que tínhamos dado no último dia de aulas, e estremeci com medo de ouvir que a nossa amizade acabaria ali! Sim, eu podia perder o seu amor mas jamais queria perder a sua amizade! Ela era demasiado importante na minha vida, na minha existência.

- Hum…temos?! – desviei o olhar dele fazendo-me de despercebida.

- Sim temos…e tu sabes bem do que falo. – disse enquanto virava o meu rosto para si, fazendo-me olhar para os seus belos olhos dourados.

- E queres falar disso agora?! – perguntei olhando para todas as pessoas que estavam na mesa, vi Íris a olhar para mim com um olhar de preocupação por isso sorri-lhe como forma de dizer que estava tudo bem.

- Se tu quiseres. – sussurrou tristemente e largou-me a mão. Olhei para ele e consegui decifrar alguma tristeza no seu olhar, mas quando lhe ia a perguntar o que se passava John chegou ao pé de nós.

- Bia??!! És mesmo tu?! – perguntou John espantado por me ver ali.

- Sim, sou mesmo eu. – respondi entre risos.

Ele sorriu-me e cumprimentou-me com dois beijos, eu retribui.

- Ainda bem que vieste, já sentíamos a tua falta! – disse ele enquanto se sentava ao lado de Íris – Principalmente ali o menino Peter, ele não passa um único dia sem falar de ti!

OMG!!! O Peter falava em mim todos os dias??!!!

- Oh John para lá com isso! – disse Peter meio zangado.

Ri-me da atitude dele, enquanto John e Íris se cumprimentavam com um beijo bastante apaixonado.

- Então Bia conta-nos as novidades! – disse Mike enquanto olhava para Peter, senti uma certa preocupação, mas não devia de ser nada de especial – Já tens namorado?

Antes de responder olhei de soslaio para Peter, e vi uma certa agitação no seu olhar para saber a resposta, e por um lado um pouco de tristeza.

- Hum…namorados não há. – olhei nos olhos de Peter – Sabes, é difícil esquecer quem nos foi tanto, é impossível esquecer um amor como o que eu senti, aliás sinto, por uma certa pessoa.

OMG! Eu não acredito que disse aquilo!! Agora é que fiz porcaria, e das grandes!

Para disfarçar a borrada que tinha feito desviei o olhar de Peter e olhei para Mike sorrindo.

- Pois, tens razão! – concordou sorrindo-me – Mas quem é essa pessoa que amas tanto?!

- Sim, quem é essa pessoa Bia?! – perguntou Peter com uma voz muito triste.

- Não importa quem é, é um amor impossível! – respondi assim que encontrei a minha voz, notei pequeninas lágrimas a formarem-se em meus olhos.

- Precisamos de falar urgentemente Bia! – sussurrou-me Peter ao ouvido enquanto me limpava as lágrimas.

- Quando quiseres, mas duvido que tenhas tempo. – olhei-o nos olhos – Já sei que namoras com a Joanne.

Enquanto falava senti que as lágrimas continuavam a sair pelos olhos, por isso respirei fundo e tentei ignorar o que sentia.

- Como sabes disso?! – perguntou ele surpreendido – Foi a Anne que te contou?!

- Sabes que as notícias correm depressa. – sorri-lhe enquanto limpava as lágrimas – Mas fico feliz por ti, a sério! Se gostas dela, força nisso!

Oh God…eu não acredito que estava a ser tão fria com ele!

- Anda comigo Bia! – pediu-me enquanto se levantava, senti algumas lágrimas em seus olhos, coisa que me fez derramar mais lágrimas.

- Ok. – respondi não conseguindo negar aquele pedido, A tristeza dele magoava-me tanto! Levantei-me e olhei para Íris – Eu já volto.

- Ok, precisas de algo?! – perguntou Íris um pouco preocupada, visto que eu estava a chorar.

- Não, eu vou com o Peter. – sorri – Está tudo bem, não te preocupes.

- Ok meu amor, se precisares de algo diz. – sorriu-me e depois olhou para Peter – Tenta saber o que se passa com ela.

- Assim o farei! – respondeu Peter sorrindo-lhe, e depois deu-me a mão. Tentei negar aquele gesto mas não consegui…o desejo de o querer era muito mais forte que eu!

- A tua namorada não se vai importar se te vir assim comigo?! – perguntei um pouco a medo, assim que saímos do “Veneza”.

- Quero lá saber dela agora. – respondeu-me friamente, gesto que me fez chorar mais. Eu odiava tanto que ele me falasse assim!

- Ei…não precisas de me falar assim, ok?! – disse entre soluços e largando a sua mão. Ele parou de andar e olhou-me profundamente nos olhos, também a chorar.

- Desculpa princesa! Desculpa, desculpa, desculpa…eu sou um idiota! – pediu enquanto me limpava as lágrimas – Não chores por favor, eu não suporto ver-te chorar!

- Porque me falas assim?! – perguntei não conseguindo controlar as lágrimas que teimavam em sair dos meus olhos – Não sabes que isso me magoa?! Eu amo-te, sabes?!

Oh não…agora é que tinha feito porcaria das grandes!

- Tu…o…que??!! – disse ele, notei um certo brilho no seu olhar. E agora o que fazia?! Negava o que sentia, ou admitia que o amava?!

Peter

OMG! Ela disse que me amava?! Será que eu estava a ouvir bem?!

- É isso tudo que ouviste! Eu amo-te Peter…amo-te desde o primeiro dia de aulas do 8º ano! – disse ela entre soluços e desviando o seu olhar do meu – Mas por favor, peço-te por tudo…não me deixes! Não acabes com a nossa amizade, eu preciso dela para viver!

Ela amava-me, ela sempre me amou…tal como eu a amava!!

Aproximei-me ainda mais dela e puxei o seu rosto para cima, fazendo-a olhar nos meus olhos, limpei-lhe as lágrimas e sorri.

- Eu jamais te irei deixar princesa, tu és mais que tudo para mim! – confessei aproximando cada vez mais os meus lábios dos dela. – Eu amo-te desde sempre minha Beatriz Cullen.

Beatriz

Oh God!!! Ele tinha dito que me amava!

- Juras?! – foi a única coisa que consegui dizer.

- Juro. – sorriu-me e depois os seus lábios uniram-se aos meus uma vez mais. Desta vez o beijo foi muito mais caloroso, mais apaixonado. Agora eu tinha a certeza que ele me amava e não iria haver ninguém que nos separasse, não desta vez!

- Mas o que vem a ser isto?! – perguntou alguém interrompendo assim o nosso beijo.

 

E aqui fica mais um capítulo ^^
Espero que gostem e comentem :D
Ps: quem acham que interrompeu o beijo? :O

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Terça-feira, 03.05.11

Décimo Sétimo Capítulo

 

Capítulo 17 – O reencontro mais esperado…

Já estava no “Veneza” há algum tempo e nenhum sinal de Peter, e com o tempo fui me esquecendo um pouco dele. Nesse momento estava a tocar a música “Ouvi Dizer” dos Ornatos Violeta, e como sempre estava a cantar baixinho quando olhei para a porta e o vi! Toda a sua beleza se concentrou no meu olhar, todo o seu sorriso penetrou o meu coração de novo...

- Oh My God! – foi a única coisa que consegui dizer assim que recuperei a fala, sem nunca tirar o meu olhar dele. Parecia que estava hipnotizada com ele.

- Que se passa Bia? Estás bem? – perguntou Íris preocupada com o meu estado e enquanto me abanava.

- Ah??! – olhei para ela – Não se passa nada…foi só uma coisa que me lembrei! – menti.

- Tens a certeza? – insistiu ela preocupada.

- Sim de certeza meu amor. – sorri-lhe e depois olhei para ele – Olha está ali o Peter.

- Pois está! – sorriu-me – Vou lá ter com ele, queres vir?

- Não, deixa estar! – disse escondendo mais uma vez o desejo de querer ir ter com ele e contar-lhe tudo aquilo que sentia.

Peter

Enquanto decidia se ia ou não falar com ela, reparei que ela estava a olhar para mim, por isso desviei o olhar.

- Olha está ali a nossa Beatriz! – disse Jonathan assim que a viu.

- Pois está! – disse enquanto olhava para ela outra vez – E vem aí a Íris!

- Pois vem! – respondeu Mike sorrindo.

- Olá pessoal! – disse Íris assim que chegou ao pé de nós.

- Olá Íris! – disseram Mike e Jonathan em coro, eu não conseguia falar, pois estava perdido nos olhos de Beatriz.

- Está tudo bem com vocês? – perguntou Íris – Olha Peter está ali a Bia, se quiseres podes ir lá ter com ela.

- Ah??!! – olhei para Íris – Sim, eu já lá passo!

- Ok, acho que ela está a tua espera! – sussurrou Íris enquanto sorria.

- Está?! – perguntei surpreso por saber que ela estava a minha espera. Se ela estava a minha espera é porque sentia algo por mim…mas será que era o mesmo que eu sentia por ela?

- Claro que está! – sorriu-me e depois virou-se para Jonathan e Mike – Então pessoal que tal irem sentar-se connosco ali na mesa? A nossa Beatriz está cá!

A possibilidade de Bia também me amar tornava-se cada vez maior e a felicidade que sentia era imensa, deixando-me completamente nas nuvens.

- Peter??!! – disse Jonathan abanando-me – Então vens connosco para a mesa onde a Íris e a Bia estão?

Beatriz

Eu ainda não acreditava que estava no mesmo espaço que Peter…era tão bom vê-lo de novo!

- Olha o Peter diz que já cá passa! – disse Íris assim que chegou a mesa, depois de ter ido ter com eles.

- Ok. – sorri-lhe e depois olhei para ele, nesse momento Jonathan olhou para mim e sorriu-me, por isso retribui-lhe o sorriso amavelmente.

Peter

- Ah??!! – olhei para Jonathan – Sim vou!

E nesse momento vi Jonathan a trocar olhares e sorrisinhos com Bia, o que me causou uma enorme dor no peito. Senti-me a congelar por dentro, e pequenas lágrimas começaram a aparecer sobre os meus olhos.

- Passa-me alguma coisa Peter?! – perguntou Mike preocupado.

- Não, não se passa nada! – respondi sorrindo e ignorando tudo o que sentia naquele momento – Então vamos lá ter com elas a mesa?

- Sim vamos! – respondeu Jonathan com uma certa agitação na sua voz, o que fez com que sentisse ciúmes. Ele e Bia sempre tiveram uma relação muito boa, ele sempre a defendeu e ela sempre o considerou como um porto de abrigo, e isso fazia com que os ciúmes se apoderassem de mim!

- Ok, se precisares de algo é só dizeres! – sussurrou-me Mike – Sim vamos!

- Obrigado! – respondi-lhe também sussurrando e fui em direcção a mesa onde estava Bia e Íris.

Beatriz

Oh God eu não acredito que ele vem para a mesma mesa onde eu estou! Não, isso não!

- Olha, ali vem eles! – disse Íris sorrindo.

- Pois vem! – sorri nervosamente – Olha lá Íris, o John vem cá ter? Gostava de ver o meu cunhadinho!

Tentei desviar a conversa para não demonstrar que estava bastante nervosa.

- Vem pois! – sorriu-me com um brilhozinho nos olhos – Ele tem perguntado muito por ti!

- A sério?!! – retribui o sorriso.

- Sim, a sério! – disse ela enquanto mandava uma mensagem – Vou lhe mandar uma mensagem para ver se demora muito!

- Manda, manda…mas não digas que eu estou cá! – pisquei-lhe o olho.

- Olá meninas! – disseram Mike e Jonathan assim que chegaram a nossa mesa.

- Olá meninos! – dissemos eu e Íris em coro, e enquanto isso olhei para Peter e sorri-lhe esplendorosamente.

- Olá Bia! – disse Peter enquanto me sorria – Está tudo bem contigo?

- Sim está e contigo?! – disse engolindo em seco e tentando disfarçar todo o nervosismo que sentia.

- Comigo também está tudo! – sorriu-me e depois sentou-se na cadeira ao meu lado – Posso sentar-me aqui?

OMG!! Acho que vou desmaiar!

- Claro… - respondi e depois olhei para Íris – Então meu amor, o John já te respondeu?

- Sim já, ele já vem a caminho! – sorriu-me esplendorosamente.

- Ainda bem! – retribui-lhe o sorriso e nesse momento senti alguém a tocar a minha mão, o que me fez estremecer de paixão e desejo.

 

E aqui fica mais um capítulo, espero que gostem ^^
Comentem :D

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Domingo, 01.05.11

Décimo Sexto Capítulo

 

Capítulo 16 – A chegada…

A viagem durou precisamente três horas, e durante todo esse tempo não deixei de pensar nem um minuto no Peter.

Sai do autocarro, olhei à minha volta e sorri. Aquela terra trazia-me tanta felicidade! Fui buscar as malas, e fiquei ali à espera de Íris.

- Bia? Beatriz Cullen, és tu? – perguntou-me um rapaz moreno de olhos azuis esverdeados. Eu conhecia-o de algum lado, olhei-o profundamente nos olhos e lembrei-me de onde o conhecia. Tinha sido da minha turma no 5º ano, chamava-se Jonathan Anderson. Durante o tempo em que foi da minha turma defendia-me como nunca ninguém me defendia, até chegou a andar à porrada.

- Sim sou eu! – sorri-lhe – E tu és o Jonathan, certo?

- Sim certo! – sorriu-me e cumprimentou-me com dois beijos – Há tanto tempo que não te via!

- É verdade. Já se passaram alguns anos. – pensei que falar no meu afastamento ia me fazer mal, mas afinal não. Parece que ali nada me incomodava, até pelo contrário, tudo me deixava realmente feliz.

- Pois é. Então e está tudo bem contigo? – perguntou sorrindo-me.

- Sim está e contigo? – respondi retribuindo o sorriso.

- Comigo também está tudo! Então e novidades? Namorado já há? – questionou-me sempre com um sorriso nos lábios, notei um certo brilho no seu olhar quando falou em namorado, mas não liguei.

- Oh…não há nenhumas. Não, não há! – respondi sorrindo – E tu?

- Também não há nada, e não acredito que uma rapariga tão bonita como tu não tenha namorado. – enquanto falava os seus olhos brilhavam cintilantemente, parecendo duas estrelas.

- Eu não sou bonita, mas obrigada. – agradeci envergonhada – E eu não acredito que um rapaz tão giro como tu não tenha namorada.

- És bonita sim, e não tens nada de agradecer. – sorriu-me – Obrigado.

- De nada. – sorri envergonhada.

Nesse momento chegou Íris, olhei para ela e sorri ainda mais.

- Desculpa o atraso melhor amiga. – disse enquanto me cumprimentava, depois olhou para Jonathan – Olá Jonathan.

- Olá Íris. – cumprimentou-a e depois sorriu-me – Bem tenho de me ir embora. Foi um prazer voltar a ver-te Bia.

- Não faz mal estrelinha. – respondi a Íris e depois olhei para Jonathan sorrindo-lhe – O prazer foi todo meu!

- Vai dando novidades. – deu-me dois beijos e depois sorriu-me.

- Está bem, e tu também vai dando novidades. – retribui.

- Sempre! – piscou-me o olho e depois foi-se embora.

Senti-me bem por ter revisto Jonathan, ele transmitia-me segurança e felicidade. Sempre me senti assim quando estava com ele, e parece que isso não mudou.

- Já tinha saudades tuas! – disse Íris abraçando-me.

- Eu também já tinha saudades tuas. – retribui o abraço.

- Vamos para casa? – perguntou ela sorrindo.

- Sim claro. – respondi sorrindo também – Íris?

- Diz. – pegou nas malas e levou-as para o carro da mãe.

- Alguém sabe da minha vinda? – perguntei tentando saber se Peter sabia algo sobre a minha vinda.

- Não, vamos fazer-lhes uma surpresa logo à noite. – respondeu sorrindo-me.

Aquela ideia da surpresa agradava-me.

- Está bem! – sorri também – Olá Drª Cristine.

- Olá Bia. – cumprimentou-me – Então está tudo bem contigo?

- Sim está, obrigada. – agradeci e depois entrei no carro. Íris entrou logo atrás de mim. Arrancamos.

- Olha está ali o Peter! – disse Íris enquanto íamos a caminho de sua casa.

- Onde?! – perguntei já com o coração a mil à hora, e comecei a olhar para todo o lado, até que o vi com o seu sorriso esplendoroso que me deixava sem ar. Tive que me lembrar de como se respirava.

- Bia estás bem? – sussurrou-me Íris preocupada.

- Sim estou! – respondi atordoada ainda por ter visto tal beleza. Naquele momento tive a certeza que ainda o amava, mas já era tarde de mais. Pelo que eu vi ele estava bastante feliz, por isso eu não ia interferir na felicidade dele.

Peter

Estava à porta da florista à espera de Mike, ele tinha ido comprar um ramo de flores para a sua nova namorada quando vejo o carro da mãe de Íris a passar. Olhei para ver se via Íris, mas para meu espanto vejo a pessoa que eu mais queria ver no mundo!

Seria mesmo ela ou foi apenas uma visão minha?

Beatriz

Desde aquele pequeno “encontro” com Peter que não parei de pensar nele e num possível encontro frente a frente. Essa ideia fazia-me estremecer um bocado.

- Bia vai te despachar que daqui a 10 minutos vamos para o “Veneza” (nome de um bar a que a malta ia). – disse Íris assim que acabamos de jantar.

- Está bem! – subi até ao quarto de Íris e arranjei-me como habitualmente fazia. Roupa simples e pouca maquilhagem, calcei as minhas botas de salto alto pretas e desci. – Já aqui estou!

- Linda! – elogiou-me e sorriu-me – Vamos?

- Obrigada. – agradeci envergonhada – Sim vamos.

- De nada. – sorriu-me – O pessoal vai se passar!

E assim saímos de casa de Íris, durante todo o caminho pensei se Peter iria lá estar. Mais uma vez estremeci.

Peter

Durante todo o dia não parei de pensar na minha pequena visão, seria mesmo ela? Seria mesmo Beatriz?

Só havia uma maneira de saber, ir ter com Íris! Por isso decidi combinar com Mike e Jonathan para irmos ter ao “Veneza”.

- Despacha-te Mike! – disse para Mike, aquele rapaz demorava horas a arranjar-se.

- Tem calma, estou quase. – respondeu calmamente, enquanto ajeitava o cabelo – Já estou.

- Finalmente! – revirei os olhos e sai de casa de Mike.

- Daqui a nada dá-te o treco meu! – retorquiu.

- Deve ser de te aturar. – ri-me – Olha o Jonathan vem ali.

- Olá pessoal! – cumprimentou-nos.

- Olá Jonathan! – cumprimentei-o.

- Olá meu! – disse Mike.

- Vamos então ao “Veneza?! – perguntou Jonathan.

- ‘Bora lá! – respondi ansioso por ver quem lá estava.

Assim que entrei todo o meu mundo parou, todo o meu mundo se focou ali, naquele canto! Era ela…era Beatriz, e estava cada vez mais linda!

E agora? Ia falar com ela ou fingia que não a via?!

 

E bem aqui fica mais um capítulo :D
Espero que gostem e comentem ^^

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Sábado, 30.04.11

Décimo Quinto Capítulo

 

Capítulo 15 – A viagem…

Íris ia-se embora hoje e com ela levava a minha pequena felicidade. A felicidade que veio com a visita dela, vai partir com ela outra vez pois eu não encontro motivos para sorrir mais aqui…preciso dela para ser feliz, preciso dele…agora sei que ainda o amo, e já não posso lutar por esse amor, e jamais o irei voltar a ver…essa dor era tão forte que me destruía por dentro.

- Vamos meninas, está na hora do autocarro! – disse a minha mãe logo a seguir a hora de almoço.

- Já vamos mãe! – respondi enquanto ajudava Íris com as malas.

- Vou ter saudades tuas. – disse Íris com uma pequena tristeza patente na sua voz.

- Eu também vou ter saudades tuas. – retorqui já com pequenas lágrimas a formarem-se nos meus olhos.

- Não vamos chorar, pois não? – disse ela rindo-se.

- Não, não vamos. – respondi rindo-me também – Vamos lá embora antes que percas o autocarro.

- Vamos! – retorquiu começando a descer as escadas com as malas. Desci logo atrás dela, com algumas malas também.

Metemos as malas no carro e seguimos para a central de camionagem.

- Volta sempre que quiseres linda! – disse a minha mãe a Íris quando estávamos a espera do autocarro.

- Obrigada! – agradeceu Íris.

- De nada. Já sabes que és sempre bem-vinda! – disse minha mãe piscando o olho.

- Bem acho que já chegou o meu autocarro! – disse Íris sorrindo.

- É, parece que sim. – retorqui sorrindo também.

- Então vá até à próxima e obrigada! – disse Íris despedindo-se da minha mãe.

- Até à próxima querida e não tens nada que agradecer. – respondeu a minha mãe despedindo-se dela também.

- Tu tem cuidado contigo e vai dando novidades. – disse ela abraçando-me – Vou sentir a tua falta!

- Ok, tu também tem cuidado contigo e também vai dando novidades. – disse enquanto correspondia ao abraço – E eu também vou sentir a tua falta melhor amiga.

- Amo-te melhor amiga. – disse enquanto me beijava a face.

- Também te amo. – retorqui correspondendo o beijo.

- Quando chegar aviso-te! Beijinhos! – disse Íris entrando no autocarro.

- Fico à espera! – respondi sorrindo-lhe.

Eu e a minha mãe ficamos ali até que o autocarro se foi embora, e durante todo o tempo tentei ignorar e esconder as teimosas lágrimas que queriam sair dos meus olhos.

                                               **************************

- Beatriz anda cá abaixo, tenho uma novidade para ti! – gritou a minha mãe do andar de baixo.

- Vou já! – respondi poisando o pequeno caderninho onde tinha escrito o que sentia naquele momento sobre Peter:

“Os meus olhos chovem de desilusão, de medo e de arrependimento…queria voltar atrás e mudar tudo aquilo onde errei…queria poder disser que te amo mas não posso, há algo que me impede de te disser, algo que eu fiz e que estou arrependida e agora não tenho como voltar atrás! Fiz-te sofrer, e agora quem está a sofrer sou eu, porque te amo e para sempre te vou amar!”

- A mãe da Íris ligou e convidou-te para lá ires passar uns dias, queres ir? – disse a minha mãe assim que me viu na porta da sala.

- Claro que quero!!! Quando posso ir?? – respondi com uma alegria patente na voz. Voltar a Lisboa era tudo o que mais queria na vida, voltar a ver todos aqueles que amei e amo…voltar a vê-lo!

- Podes ir já amanhã! – retorquiu a minha mãe sorrindo-me.

- Que fixe!! Vou já arrumar as coisas! – disse aos pulos e enquanto ia para o meu quarto arrumar as coisas.

                                                           ********************

Nessa noite não dormi nada por causa da ansiedade. Eu estava a viver o maior sonho da minha vida! Tudo aquilo que um dia perdi, podia voltar a ser meu outra vez…e eu ia lutar!

Saber que ainda amava o Peter fez-me perceber que a vida muitas vezes é injusta, mas nessas alturas temos que ser fortes e seguir em frente com a cabeça erguida, e temos que continuar a lutar!

- Porta-te bem, não faças nenhuma asneira! – disse a minha mãe enquanto eu entrava no autocarro.

- Com certeza mamã! – retorqui sorrindo-lhe. Ela sorriu-me também e acenou-me até o autocarro partir em direcção a Lisboa.

Fiquei sempre sentadinha no meu lugar a ouvir música e a pensar em como seria o reencontro com Peter.

Será que ele iria reagir bem? Será que eu iria poder cumprimenta-lo como antes? Será que a nossa amizade era a mesma?

Eram estas perguntas que preenchiam o meu pensamento durante toda a viagem.

Peter

Anne já se tinha ido embora há dois dias, e com ela levou a pequena alegria que sentia por ver nela a “antiga” Beatriz.

Eu ainda a amava, isso estava mais que certo, agora só faltava saber se ela também me amava.

Mas e se amasse? Nós jamais iremos voltar a estar juntos!

 

Bem e aqui fica mais um capítulo, espero que gostem ^^
Beijinhos e comentem :D

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Sexta-feira, 29.04.11

Décimo Quarto Capítulo

 

Capítulo 14 – O reencontro com a melhor amiga e com o “antigo amor”…

Íris ia ficar em minha casa durante um fim-de-semana, íamos a uma festa que havia em Sintra. Nessa altura eu sentia uma pequena atracção pelo meu vizinho Kevin…ele era moreno e tinha os olhos castanhos. Se não me engano era mais velho que eu um ano, e ao que parecia tinha namorada.

Eu tinha cá uma sorte…apaixonava-me sempre pelos rapazes errados, e ainda por cima comprometidos.

- Conta-me todas as novidades! – disse  Íris enquanto íamos para o centro comercial para jantar.

Nessa noite nós íamos jantar fora e depois seguíamos para a tal festa. Kevin era capaz de lá estar, por isso não hesitei em ir.

- O que é que queres saber? – perguntei-lhe.

- Quero saber tudo, desde o Pacey ao Kevin…tudo mesmo tudo!

- Não há muito a saber…como já sabes o Pacey tem namorada e não tivemos nada um com o outro, e eu sofri bastante por causa dele. – ao relembrar os meses em que gostava dele lágrimas começaram a aparecer nos meus olhos, mas como sempre tentei esconder – O Kevin é meu vizinho, e acho que já tem namorada, por isso também não vou ter sorte.

- Oh meu amor não fiques assim…um dia irás encontrar o teu príncipe. – disse Íris enquanto me dava um abraço de conforto.

- Eu estou bem. – sorri-lhe, embora o sorriso fosse falso…nesse momento lembrei-me de Peter e na falta que ele me fazia (ainda não sabia bem o porque de tanta falta).

- Ainda bem, porque eu quero-te ver feliz. – disse sorrindo-me também.

- Eu sei. Então e tu? Novidades? Quero saber tudo sobre o pessoal! – disse sentido uma vontade enorme de saber algo sobre Peter. Passados estes anos todos eu ainda me preocupava com ele…o que ainda sentia por ele era algo inexplicável, que só quem o sente o sabe explicar. Eu amei Pacey, mas o Peter…esteve sempre presente na minha memória, talvez porque era ele que estava destinado a mim desde o inicio, mas como sempre fui burra e deitei essa oportunidade fora.

- Hum…novidades sobre mim já sabes de tudo. Ainda ando com o John e acho que vou ter uma maninha mais nova. – os seus olhos brilharam, ela queria muito ter uma irmã mais nova – E novidades do pessoal…a Catherine mudou-se para o Porto com o irmão e os pais, o Mike está cada vez mais parvo e mimado, ah e com a mania que é melhor que os outros…

- Que fixe! Oh mas ele sempre foi assim…já se sabe. – disse entre risos – Mas vá conta-me o resto.

- Hum…a irmã do Peter, a Lilian continua a namorar com aquele rapaz meio esquisito, o Jackson…e o Peter… - olhou para mim com um olhar de preocupação ao qual eu acenei com a cabeça para ela continuar – Bem o Peter…começou a namorar…com a Joanne.

- Oww! – foi a única coisa que consegui dizer perante a tal informação…a única coisa que eu não esperava era que ele namorasse com a Joanne, pois sempre pensei que ele fosse inteligente o suficiente para saber escolher melhor a sua namorada. E digamos que senti uma pontada de ciúmes…talvez porque um dia eu queria estar no lugar dela e não consegui…ou talvez…ele ainda fosse mais do que aquilo que eu imaginava.

Fomos o resto do caminho em silêncio…Íris sabia que eu tinha ficado abalada com aquela notícia por isso não insistiu em puxar por conversa, pois sabia que quando eu quisesse falar assim o faria.

- Vamos comer em que restaurante? – perguntei quando chegamos ao shopping, quebrando por fim aquele maldito silêncio que agora me estava a atormentar.

- Eu gostava de ir às saladas…e tu? – respondeu Íris com um sorriso nos lábios. Aquela miúda era incrível…ainda hoje não consigo entender a razão de ela me aturar.

- Hum…eu gostava de ir ali ao Mc Donald’s. – disse entre risos. Eu era mesmo croma…parecia uma criança.

- És mesmo doida! – disse Íris também entre risos.

- Eu sei que sou! – disse deitando-lhe a língua de fora.

Ela deitou-me a língua de fora também e assim fomos jantar.

Peter

Já não sabia nada de Beatriz há muito tempo…desde que ela me contou que amava outro, nunca mais lhe consegui falar. Ela bem tentou falar comigo várias vezes através do msn, do hi5 e ligou-me algumas vezes, mas eu estava demasiado magoado com ela para conseguir falar-lhe. Sim eu andava com Joanne, mas eu nunca a amei…a única que sempre amei foi a Beatriz. Apesar da distância, da mágoa e de não falarmos eu não consigo esquece-la, não consigo deixar de ama-la!

Nesse dia decidi mandar uma mensagem a Íris a perguntar se sabia alguma coisa dela:

“Olá Íris. Já há muito que não falamos. Está tudo bem contigo? Olha sabes alguma coisa da Beatriz? Já há algum tempo que não sei dela. Beijo Peter”

Enquanto esperava pela resposta liguei a aparelhagem na música “You And Me” dos Lifehouse. A letra desta música fazia-me lembrar a “nossa” história.

Nesse momento alguém bateu a porta do meu quarto.

- Entre. – respondi limpando algumas lágrimas traiçoeiras que saiam dos meus olhos.

Assim que olhei para a porta todo o meu mundo parou!

Beatriz

Enquanto comíamos passava no shopping música ambiente, nesse momento estava a tocar “You And Me” dos Lifehouse…sem saber o porque lembrei-me de Peter, lembrei-me de todos os nossos momentos, do beijo que demos no último dia de aulas, no último dia em que nos vimos.

- Olha recebi uma mensagem do Peter! – disse Íris, interrompendo os meus pensamentos.

- Ah??!! Do Peter??!! – perguntei feita “parva”.

- Sim do Peter. Ele perguntou por ti.

- Perguntou?? O que é que ele disse?

- Perguntou se eu sabia alguma coisa de ti. Queres que lhe diga alguma coisa em especial?

- Ah…sim, podes dizer que eu lhe mando beijinhos e que tenho muitas saudades dele. – respondi e depois deixei-me envolver outra vez pelos meus pensamentos. O beijo que eu e Peter tínhamos dado naquele dia não me saia da cabeça!

Peter

- Mano, lembras-te da Anne?! – perguntou Lilian “acordando-me” daquela pequena visão”. Anne estava muito parecida a irmã. Assim que olhei para ela lembrei-me de Beatriz (mas também tudo me fazia lembrar dela).

- Sim lembro, claro que lembro. – respondi levantando-me e indo ao encontro delas para a cumprimentar.

- Ela veio cá passar o fim-de-semana. – disse Lilian, notei excitação na sua voz, o que é normal, visto que Anne era a sua melhor amiga desde sempre.

- Hum…fez ela muito bem! - disse sorrindo-lhe – Estás muito bonita Anne!

- Obrigada! – respondeu ela envergonhada. Ela estava cada vez mais parecida a irmã, coisa que fez o meu coração doer…doer de mágoa e saudade!

- De nada. – respondi com algum esforço ao tentar esconder as pequenas lágrimas que teimavam em sair sempre que eu pensava em Beatriz.

- Olha mano depois desce lá abaixo, a “esfregona andante” está lá a tua espera. – disse Lilian com um tom de voz raivoso. Ela não gostava da Joanne e por isso chamava-a de “esfregona andante”.

- Lilian não a chames assim, ela chama-se Joanne! – depreendi-a.

- Está bem, está bem! – disse ela num tom não muito importado com aquilo.

- Quem é a Joanne? – perguntou Anne.

- A Joanne é a “esfregona andante” que namora com o meu irmão. Ainda hoje não sei o que ele viu nela, quando tinha uma rapariga como a tua irmã aos seus pés! – respondeu Lilian. Aquela rapariga não tinha papas na língua, mas quando disse aquilo sobre a Beatriz o meu coração congelou.

 - Já chega Lilian! Não fales mais nesse assunto! – respondi friamente, para esconder a tristeza que sentia.

- Pronto, eu já não digo mais nada! – disse Lilian saindo do quarto chateada.

- Peter?! – chamou Anne.

- Diz. – respondi mais calmo, recordando a sua irmã e em como ela era perita em acalmar-me.

- Desculpa dizer-te isto mas eu acho que devias de lutar pela minha irmã, nota-se a léguas que vocês se amam e que foram feitos para estarem juntos! Se a amas luta por ela, pois eu sei que ela ainda te ama. – disse Anne a medo. Quando ela disse aquilo senti uma vontade enorme de ir ter com Beatriz e contar-lhe tudo aquilo que sentia, tudo aquilo que sempre senti.

- Anne já não há volta a dar, eu e a tua irmã jamais iremos ficar juntos. – respondi, negando tudo aquilo que sentia.

- Ok, tu é que sabes…eu só disse aquilo que achava e vejo. Agora vou ter com a Lilian. Até já! – disse Anne saindo do quarto.

Assim que ela saiu as lágrimas que teimavam em sair, começaram a derramar como uma fonte. Olhei para o telemóvel e vi que tinha uma mensagem, decidi ler:

“Olá Peter. É verdade, nunca mais falamos! Comigo está tudo bem e contigo? Sim sei, estou com ela mesmo agora…ela mandou-te beijinhos e disse que tinha muitas saudades tuas. Beijinho Íris”

Ao ler aquela mensagem mais lágrimas saíram dos meus olhos.

Beatriz

Assim que acabamos de comer fomos ter com Ash e seguimos logo para a festa.

Mais ou menos a meio da festa recebi uma mensagem da minha irmã:

“Olá maninha, então como estás? Espero que te estejas a divertir com a Íris! Olha desculpa estar a meter-me neste assunto mas eu acho que tu devias de falar com o Peter, está na cara que vocês foram feitos um para o outro e que o vosso destino é ficarem juntos e não assim separados! Fala com ele e faz com ele abra os olhos em relação a “cabra VIP”! Beijos amo-te melhor irmã «3 Ps: a “cabra VIP” é uma gaja chamada Joanne!”

Quando comecei a ler aquela mensagem senti uma enorme dor no meu peito, uma dor de enorme saudade, e de um sentimento que eu pensava já ter esquecido! Aquela mensagem fez-me perceber que eu ainda amava o Peter, e que agora já era tarde demais para voltar atrás!

Assim que percebi isso comecei a chorar descontroladamente tocando no fio que Peter me tinha dado, sentindo a sua presença em mim!

 

Aqui fica mais um capítulo :D
Espero que gostem e comentem muito ^^

I feel:
inspiro-me em: jardins proibidos
Quinta-feira, 28.04.11

Décimo Terceiro Capítulo

 

Capítulo 13 – A ilusão (mágoa) de uma paixão…

Estávamos em 2006…já não via Peter há quase três anos, e sentia-me cada vez mais triste…só mesmo Ash me fazia rir quando só me apetecia chorar.

Nesse dia estava eu a ir a caminho da aula de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) – eu já andava no 10º ano, na área de Cientifico Natural…Ash era da minha turma, nós éramos inseparáveis – quando me deparei com ele…foi a primeira vez que o olhei directamente nos olhos…os seus olhos eram lindos, azuis da cor do mar…era loiro, e eu conhecia-o há algum tempo, era da minha turma…chamava-se Pacey, mas só hoje reparei na beleza dos seus olhos…e na sua própria beleza. Ele era incrivelmente lindo.

- Olá. – cumprimentou-me assim que me viu…interrompendo os meus devaneios.

- Olá. – cumprimentei-o envergonhada…sentei-me no banco ao pé da porta da sala de aula e liguei o meu mp3…estava a tocar a música “First Day Of My Life” da Melanie C.

Ash chegou nesse momento…tirei logo os phones, para poder falar com ela.

- Olá minha ciumentinha. – cumprimentou-me assim que me viu…ela costumava chamar-me de ciumentinha, pois eu era muito ciumenta.

- Olá minha princesa. – retribui com o nome com que a tratava.

- Está tudo bem contigo? – perguntou-me.

- Sim e contigo?

- Comigo também está tudo. – disse enquanto se sentava ao meu lado – olá Pacey.

- Olá Ash. – disse Pacey.

Nesse momento o meu telemóvel tocou…era uma mensagem, tentei ignorar mas achei melhor não…podia ser alguma coisa importante.

A mensagem era de Peter:

“Olá Beatriz…tudo bem contigo? Então que contas? Quero saber todas as novidades! Beijos adoro-te, Peter”

Não sabia o que responder…não sabia se lhe contava as novidades ou se lhe mentia dizendo que estava tudo na mesma…olhei para Pacey, e perdi-me outra vez nos seus olhos cor do mar…e sem saber a razão decidi responder ao Peter e contar tudo o que se passava:

“Olá Peter…sim está tudo e contigo? Hum…posso te contar que me estou a apaixonar! Ai…ele é tão lindo! Chama-se Pacey e é da minha turma…é loiro e tem uns olhos lindos da cor do mar! Tenho saudades tuas…se cá estivesses podia desabafar contigo sobre tudo! Também te adoro. Beijinhos, Beatriz”

Olhei para Pacey mais uma vez…e sem perceber o porquê vi Peter…

Peter

Assim que ouvi o meu telemóvel a tocar e vi que era uma mensagem dela, decidi ler…

Em cada palavra lida lágrimas escorriam pelo meu rosto…uma dor atravessou o meu peito quando li que ela se estava a apaixonar por outro…

Ela jamais iria ser minha…eu já sabia disso, mas sempre tive esperança que algo poderia surgir da nossa amizade…e agora essa esperança tinha partido, e com a sua partida veio uma profunda dor…que deixou o meu coração desfeito!

Estava sentado no banco que em tempos foi o “nosso” sítio…relembrei o nosso beijo, o que fez com que a dor que sentia fosse mais forte, e num impulso dei um murro na parede que estava ao lado do banco…fiquei a sangrar, mas não me importei! Nenhuma dor era pior aquela que sentia por saber que ela amava outro…

Beatriz

Fiquei a pensar naquilo que tinha acontecido durante a aula toda…e não consegui arranjar nenhuma explicação…

- Bia! Estás no mundo da lua ou quê?! – disse Ash interrompendo os meus pensamentos.

- Ah?! Desculpa…estava a pensar no exercício da aula de Matemática. – menti…eu não queria tocar naquele assunto, pelo menos por agora.

- De certeza que é só isso?! – perguntou preocupada.

- Sim de certeza. – disse sorrindo, ela sorriu-me também…

- Vamos tirar uma foto meninas! – disse Pacey…nem tinha reparado que ele se tinha aproximado.

Ele meteu-se entre mim e Ash e tirou uma foto…tenho que admitir que eu no meio deles os dois parecia uma anormal…eles eram lindos, e era simplesmente horrível!

- Depois passa-me a foto Pacey! – disse Ash.

- Passo-te já…vou só passa-la para o pc. – disse Pacey indo para o seu lugar.

Enquanto ele ia para o seu lugar…eu seguia-o com o meu olhar. Ele era tão lindo…o seu andar era como o de um anjo.

Peter

Cheguei a casa e fui a correr para o meu quarto, não queria falar nem ver ninguém…

Liguei o computador…e como hábito o msn, mas desta vez meti como aparecer offline.

Ela já estava on…e no seu nick agora dizia:

“Bia :D – Hoje perdi-me nos teus olhos, e percebi que te amo (L)”

Ao ler aquilo a dor que residia no meu peito tornou-se maior…e mais profunda! Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto…

- Peter que se passa contigo? – perguntou Lilian…nem a tinha visto entrar no quarto.

- Não…se passa nada! – respondi entre soluços…mas mesmo assim levantei o tom de voz.

- Ei…não precisas de falar assim comigo! Só quero saber o que se passa…eu conheço-te, sei que algo não está bem! É com a Beatriz? – disse Lilian…era incrível como ela tinha crescido…mas quando ela disse o nome dela, senti uma facada no peito…como se me fossem tirar algo dentro de mim.

- Não…quero falar dela! Por isso não toques mais no nome dela por favor! – gritei…tentando aliviar a dor que sentia.

- Que se passa mano? – perguntou Lilian cada vez mais preocupada.

- Não se passa nada! Sai! – gritei.

Ela olhou para mim…o seu olhar era de preocupação, mas mesmo assim saiu do quarto e deixou-me sozinho.

Assim que a porta se fechou atirei tudo o que estava em cima da secretária para o chão…incluindo a moldura onde estava a nossa foto…

- Eu amo-te Beatriz Cullen! – gritei com todas as forças que tinha.

Beatriz

Estava no msn à espera de Peter, mas ele nunca mais vinha…comecei a ficar preocupada…quando o meu telemóvel toca:

“Bia é a Lilian…está tudo bem contigo?”

Achei estranho ela estar-me a mandar mensagem, mas mesmo assim respondi:

“Olá…sim está tudo e contigo?”

A resposta não tardou:

“Comigo também está tudo…então conta-me as novidades!”

Será que Peter lhe tinha contado?! Hum…acho que não, ele não era desses. Respondi-lhe:

“Apaixonei-me! Ele chama-se Pacey…é da minha turma, é loiro e tem olhos azuis!”

Mais uma vez a sua resposta não tardou:

“Hum…espero que sejas feliz.”

Anne entrou nesse momento no meu quarto.

- Mana, mana! O Bernard veio para cá viver! – disse ela aos pulos.

- A sério?! Isso é óptimo meu amor! – respondi sorrindo-lhe.

- Pois é! – disse ela sorrindo-me também.

                                                           *****

Já gostava de Pacey há um ano quando todo o meu mundo caiu…estava a porta da sala quando o vi aos beijos com uma rapariga…ela era morena e tinha os olhos verdes, devia de ter uns 13 ou 14 anos.

Sem conseguir esconder mais o que sentia, comecei a chorar…e pensei em Peter…ele jamais me iria magoar desta maneira…

Peter

Durante este tempo todo tentei esquecer Beatriz…mas não era fácil…eu amava-a muito…

Num momento de fraqueza envolvi-me com Joanne, e a partir daí começamos a namorar…quando a beijava sentia Beatriz…

Apesar da distância e da mágoa que sentia por ela…eu amava-a cada vez mais!

                                                           *****

Estávamos em Março de 2008 quando me reencontrei com Íris…ela continuava linda como sempre…estava um pouco mais alta, mas de resto estava igual.

- Melhor amiga! – gritou assim que me viu e abraçou-me, abracei-a também…matando todas as saudades que sentia dela.

 

Meninas fãs do Peter, não me matem xD
Espero que gostem ^^

 

I feel:
inspiro-me em: jardins proibidos

escritora :D

procura os capítulos :D

 

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